quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O DEUS DE SEMPRE

Maravilho-me com o meu Deus.
Cada dia que passa, vejo-o mais belo,
Mais bondoso, mais fiel.
Cada dia que o procuro, o encontro me amando mais.
Cada dia o encontro mais completo, mais perfeito.

Oh! Amado da minha alma, 
Como é bom ter-te conhecido!
Ainda melhor é que continuo a conhecer-te,
E sei que este conhecimento se perpetuará.

Alegro-me porque meu conhecimento é progressivo.
Isto me faz quere-te e desejar-te mais,
Impulsionando a minha alma a buscar-te
E incessantemente dirigir-me a Ti.

Quando olho o ontem,
Deslumbro-me com o que fizeste:
Colocaste-me num plano alto demais,
Para a pequenez da tua serva.

Hoje, conclamo os céus e a Terra:
Venham, e eu contarei
O que Ele tem feito por minha alma.
Hoje o conheço mais!
Ele descortinou os seus tesouros,
Ele é mais meu, e eu sou mais Dele.

Hoje, a satisfação é maior, pois assegura-me o amanhã.
Nada há que me inquiete.
Ele prepara-me morada eterna.
O amanhã será mais doce, ele não muda.
Será mais esplendoroso, altruísta, 
Ele assegura-me um amanhã feliz!

Quando paro para contemplá-lo,
No ontem, no hoje, no amanhã, ele me diz:
Maiores coisas verás! São inimagináveis, indescritíveis.
Pela fé espero, pela fé antevejo, pela fé antegozo.
Sim, é o esplendor de Deus, a perfeição absoluta da vida.
Por isso, o amo, amarei mais e o adorarei para sempre!

                                    (Durvalina B. Bezerra - Livro: A Missão de Interceder)


terça-feira, 20 de maio de 2014

SANTIFICAÇÃO, UM PROCESSO

‘Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem.’ (1 Pedro 1:15)
O Apostolo Pedro, claramente nos dá uma ordenança para a aplicação da santidade em todas as áreas de nossa vida, o Cristão verdadeiro não pode se ater apenas a vida santa no tocante a igreja, as aparências, ou a aquilo que os irmãos da igreja podem ver. Gostaria de vos mostrar a visão puritana de santidade, para que tentemos aplicar a mesma em nossas vidas. Para os puritanos, não havia distinção entre o secular e o sagrado, tudo era sagrado, tudo era santo, em tudo eles deveriam glorificar o nome de Deus, para eles, a santificação teria seu inicio a partir da conversão, ou seja, quando Cristo nos chama, como Pedro afirma em 1 Pedro 1:15, ocorrendo assim a renovação universal e moral. Primeiro a renovação universal, Deus opera no coração, e como resultado da mudança de coração, vem um novo caráter, a obra de renovação é universal, ou seja, afeta e toca todas as áreas de nossa vida, Paulo nos conta em 1 Timóteo 4:4-5 que tudo é para ser santificado, cada esfera da vida.
”a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.”  (Efésios 4:24)”Que ele fortaleça o coração de vocês para serem irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos.” (1 Tessalonicenses 3:13)”Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.”  (1 Tessalonicenses 4:7).
Como bem podemos observar com base nos versículos citados, a santidade é algo divino, e concedido pelo próprio Deus, Ele nos chama a santidade, Ele através da regeneração de nossa alma, nos concede tal santidade, é por meio dEle que a temos, por meio de sua justiça, de sua verdade. E, os fruto de tal santidade estão em Gálatas 5:22: ”Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade.” Aquele que sofreu a verdadeira renovação universal, também sofre a renovação moral, sendo está observada através dos frutos do espírito já relatados em Gálatas 5:22. Se você perguntasse a um Puritano: O que realmente estes frutos significam quando consideramos todos juntos? Ele diria que esses frutos representam o perfil moral do próprio Senhor Jesus Cristo.
O processo de santificação na visão puritana também abarcava o arrependimento verdadeiro e retidão, arrependimento, eles diziam, é uma obra de fé, e sem o Espírito Santo não há arrependimento. O arrependimento verdadeiro vai muito além do remorso ou do ”eu sinto muito”, ”não vou mais fazer isso”, pode sim começar com um remorso, mas o arrependimento consiste em abandonar tais práticas, a odiar aquilo que era pecaminoso que antes se amava, é de fato andar em retidão, não repetir os mesmos delitos. ”Arrependimento envolve mortificação e vivificação, diziam os Puritanos. Por mortificação eles queriam dizer “colocar a espada sobre o pecado”; matar o pecado; colocar o pecado à morte, como o apóstolo diz em Romanos 6. Por vivificação eles queriam dizer tornar-se vivo para justiça, e dar a nós mesmos mais e mais para praticar e exibir o fruto do Espírito. ” (Dr. Joel Beeke).
Não podemos nos esquecer de que a santificação é um processo, é uma luta diária, uma guerra santa travada todos os dias, a velha natureza do homem tentará sempre vencer, mas devemos estar cientes de que com Cristo podemos vencer essa batalha. Se um Cristão não está batalhando contra o pecado, os Puritanos diziam que essa pessoa deveria se questionar se realmente é ou não cristã. Paulo em 2 Corintios 3:18, confirma o fato de que dia a dia somos transformados afim de obter a santidade que nos leva a Deus(Hebreus 12:14).
Moças vivam esse processo de santificação, como Thomas Watson disse: o caminho para o céu é uma “obra suada”. Devemos seguir esses passos todos os dias de nossas vidas, aplicar a santidade em todos os seguimentos da mesma, tudo é sagrado na vida cristã, e o Espírito Santo a guiará, fazendo com que você avance progressivamente. Para avaliar seu progresso na santificação os puritanos tinham um método que era perguntar como estamos atualmente lutando contra a tentação. Se não estamos lutando contra as forças que pressionam nossa carne, estamos regredindo. Em ordem, portanto, para fazer progresso o crente deve orar ao trono da graça: “Ajude-me a ser forte hoje, Senhor. Ajude-me a ser puro hoje. Ajude-me a ser justo hoje”. Este é o constante desejo do Cristão que está fazendo progresso na santificação.
”Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna.” 
(Romanos 6:22)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Como o Inferno Glorifica a Deus?

Para entendermos a maneira como o inferno glorifica a Deus, precisamos ver o inferno à luz da grande história da Bíblia, do seu ponto de vista e da sua caracterização de Deus e do homem.

A Grande História da Bíblia

A história da Bíblia, como todas as histórias, tem um começo, um meio e um fim.

O começo

Deus cria um lugar perfeito e coloca nele um homem e uma mulher inocentes. Deus estabelece os termos e afirma, com clareza, a consequência de transgredirem seus termos. Um inimigo mente para a mulher inocente. Ela acredita na mentira, quebra os termos de Deus, e o homem a acompanha no pecado. Deus amaldiçoa o inimigo e dá início às consequências da transgressão, amaldiçoando também a terra. Na maldição lançada sobre o inimigo, Deus afirma que o descendente da mulher ferirá a cabeça do inimigo, enquanto o inimigo ferirá o calcanhar do descendente. O homem e a mulher são banidos do lugar perfeito.

Meio

A humanidade foi dividida em dois grupos: a descendência da mulher e a descendência da serpente, os justos e os ímpios. Os descendentes da mulher são inicialmente um subconjunto da nação de Israel, uma linhagem de descendentes que Deus escolheu abençoar. Eles experimentam um refazer do começo da história. Deus os coloca em uma terra prometida e estabelece os termos. Eles quebram os termos e são banidos dessa terra, mas Deus continua a prometer que o inimigo será derrotado, ainda que isso tenha que acontecer por meio de um doloroso derramamento de sangue do descendente da mulher.

Então, Jesus vem como o descendente prometido da mulher. Ele esmaga a cabeça do inimigo, e o inimigo fere o seu calcanhar – Jesus morre na cruz. Por ser ele inocente e haver resistido a todas as tentações, a morte não pode retê-lo. Jesus vence triunfantemente a morte, satisfazendo a justiça de Deus contra o pecado e abrindo o caminho de salvação para todos os que crerão nele.

Fim

A criação será como uma mulher que sofre dores em trabalho de parto: os ímpios atacarão perversamente os justos, que confiam em Deus e dão testemunho da verdade de Deus, até serem mortos. Isto continuará até que Jesus venha de novo. Quando Jesus vier de novo, julgará os ímpios e os enviará à punição eterna. Ele levará aqueles que creram na Palavra de Deus e no testemunho de Jesus para um novo lugar perfeito.

A Bíblia nos Dá o Ponto de Vista de Deus...

Esta história não é simplesmente uma história; ela apresenta o ponto de vista de Deus sobre o mundo. Pense comigo no ponto de vista da Bíblia, a perspectiva dos autores bíblicos.

O ponto de vista deles é que Deus estabelece os termos e que Deus sempre está certo. Aqueles que rejeitam os termos de Deus estão errados e enfrentam as consequências que Deus afirmou quando estabeleceu os termos. Além disso, a Bíblia não somente representa o ponto de vista dos autores bíblicos, mas também reivindica falar por Deus. Ou seja, a Bíblia reivindica apresentar o ponto de vista de Deus sobre o assunto.

...Sobre Deus, o Homem e o Nosso Estado Diante de Deus

Como são apresentados os personagens na Bíblia? Eles são apresentados principalmente por suas palavras e ações, mas a Bíblia também avalia seus personagens. Pensemos brevemente como a Bíblia caracteriza Deus, os homens e Jesus.

A Bíblia ensina que Deus sempre faz e diz o que é correto. Ele sempre cumpre a sua Palavra. Nada pode frustrar o seu propósito. Deus é livre e bom. A Bíblia sempre justifica a Deus. Ou seja, a Bíblia sempre mostra que Deus é justo. Paradoxalmente, a Bíblia também mostra que Deus é misericordioso.

Por outro lado, todos os homens fazem e dizem o que é errado, o que revela falta de confiança em Deus. Por palavras e atos, os humanos transgridem os mandamentos de Deus. Os homens corromperam a boa criação de Deus, perverteram seus ótimos dons e, de toda maneira, têm atacado a Deus, que lhes dá vida e todas as coisas boas. Por isso, todos os humanos merecem condenação.

Como afirmamos antes, há dois grupos de humanos. Um grupo é caracterizado por confiar em Deus, concordar com seus termos, confessar que têm quebrado os termos, abandonar suas transgressões e procurar crer nas promessas de Deus, de modo que possam viver de acordo com os seus termos. O outro grupo rejeita Deus e seus termos, se recusa a admitir sua culpa, se recusa a abandonar o mal e se une ao inimigo.

Jesus mostrou por suas palavras e atos que era plenamente humano e plenamente Deus. Jesus nunca transgrediu os mandamentos de Deus. Ele resolveu o grave problema. Jesus se deu em favor de outros. Qualquer que se opõe a ele ou o rejeita está se opondo à bondade e ao amor e rejeitando-os. Qualquer que se opõe a ele e o rejeita merece condenação. Aqueles que o recebem e se unem a ele, fazem isso nos termos dele, que são os termos de Deus e envolvem confissão de pecado, arrependimento e confiança em Jesus.

Então, Como o Inferno Glorifica a Deus?

Como tudo isto nos ajuda a entender como o inferno glorifica a Deus?

Este mundo é a história de Deus. Ele falou e o trouxe à existência, e o mundo continua a existir porque Deus continua falando. O universo é sustentado pela palavra do poder de Deus. É a sua história. Ele é o Autor cujo ponto de vista é comunicado na Bíblia e cujas caracterizações definem os participantes no drama.

O inferno é um ato de Deus em cumprir sua Palavra. O fato de que Deus manda os ímpios para o inferno mostra que ele é fiel e justo. Se Deus não aplicasse os termos que ele mesmo estabeleceu, não cumpriria sua Palavra e seria infiel. Se Deus não enviasse os ímpios para o inferno, ele não manteria seu próprio padrão de justiça e não seria justo. Se Deus não punisse os rebeldes no inferno, os justos não seriam vindicados. De fato, se não houvesse realmente inferno, poderíamos concluir que os justos estavam errados por terem confiado em Deus.

No entanto, o inferno existe e os justos são sábios por confiar em Deus. O inferno mostra a glória da justiça de Deus. O inferno vindica aqueles que obedecem aos termos de Deus, ainda que sofram terrivelmente por fazerem isso. O inferno vindica os justos que foram perseguidos pelos ímpios. O inferno glorifica a Deus.

Você não concorda com isso? Pode muito bem se unir a Shere Khan em opor-se a Rudyard Kipling. Ou, de novo, poder ter tanta chance de mudar o enredo, o ponto de vista ou a definição dos personagens, quanto Sauron teve de mudar a mente de Tokien. Isso não acontecerá. Você é uma criatura na obra de arte do Criador. Aceite o fato. Ele é o Criador, não você. Quanto deveríamos levar a sério aqueles que se opõem ao inferno ou tentam reescrever a história para que o inferno não seja parte dela? Com tanta seriedade quanto tomamos Hamlet criticando a obra de Shakespeare. Hamlet não teve existência independente. Ele só poderia criticar Shakespeare se o autor decidisse escrever essa cena.

Deus criou um universo em que a sua misericórdia tem significado precisamente porque não anula a sua justiça. Para ser justo e demonstrar misericórdia, Deus tem que cumprir sua promessa de punir a transgressão. Na apresentação bíblica da verdadeira história do mundo, Deus mantém a justiça na cruz e no inferno. Jesus morreu na cruz para estabelecer a justiça de Deus e garantir que os que se arrependem do pecado e creem em Cristo recebam misericórdia que é também justa. Deus pune os ímpios no inferno para manter a justiça contra todos os que se recusam a arrepender-se do pecado e dar graças a ele.

Em resumo, o inferno glorifica a Deus porque:

· Mostra que Deus cumpre sua palavra;

· Mostra a infinita dignidade de Deus, a qual dura para sempre;

· Demonstra o poder de Deus em subjugar todos os que se rebelam contra ele;

· Mostra quão indizivelmente misericordioso ele é para com aqueles que confiam nele;

· Confirma a realidade do amor por trazer justiça contra aqueles que rejeitam a Deus, que é amor;

· Vindica todos os que sofreram por ouvir ou proclamar a verdade da Palavra de Deus;

· E mostra a enormidade do que Jesus realizou quando morreu para salvar, do inferno que mereciam, todos os que creriam nele. Se não houvesse o inferno, não haveria a necessidade da cruz.



James M. Hamilton Jr.03 de Abril de 2014 

Ministério Fiel




segunda-feira, 3 de março de 2014

Cântico de Ana

Então Ana orou assim: “Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em tua libertação. “Não há ninguém santo como o Senhor; não há outro além de ti; não há rocha alguma como o nosso Deus. “Não falem tão orgulhosamente, nem saia de sua boca tal arrogância, pois o Senhor é Deus sábio; é ele quem julga os atos dos homens. “O arco dos fortes é quebrado, mas os fracos são revestidos de força. Os que tinham muito agora trabalham por comida, mas os que estavam famintos agora não passam fome. A que era estéril deu à luz sete filhos, mas a que tinha muitos filhos ficou sem vigor. “O Senhor mata e preserva a vida; ele faz descer à sepultura e dela resgata. O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta. Levanta do pó o necessitado e do monte de cinzas ergue o pobre; ele os faz sentar-se com príncipes e lhes dá lugar de honra. “Pois os alicerces da terra são do Senhor; sobre eles estabeleceu o mundo. Ele guardará os pés dos seus santos, mas os ímpios serão silenciados nas trevas, pois não é pela força que o homem prevalece. Aqueles que se opõem ao Senhor serão despedaçados. Ele trovejará do céu contra eles; o Senhor julgará até os confins da terra. “Ele dará poder a seu rei e exaltará a força do seu ungido”. (1 Samuel 2:1-10 NVI)

Seja engrandecido Oh Deus da minha Salvação! Santo És!